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O paramagnetismo do solo é uma característica que tem ganho atenção na agricultura devido à sua influência potencial na saúde e no crescimento das plantas. O fenómeno do paramagnetismo refere-se à capacidade de certos materiais serem atraídos por um campo magnético, o que indica que esses materiais têm eletrões desemparelhados. Na agricultura, tem-se demonstrado que os solos com elevada capacidade paramagnética podem contribuir para o crescimento saudável das plantas, melhorando a estrutura do solo e estimulando a atividade microbiológica.

Farinha de basalto

Um dos materiais que se destaca pela sua elevada capacidade paramagnética é a farinha de basalto, um pó de rocha vulcânica que não só fornece minerais essenciais ao solo, como também oferece propriedades paramagnéticas significativas. Neste artigo, explicamos como se mede o paramagnetismo do solo e como se obtém o valor CGS, uma unidade fundamental para avaliar o potencial paramagnético dos solos.

O que é o paramagnetismo do solo?

O paramagnetismo é um fenómeno em que certos materiais, como o basalto, são atraídos por um íman devido à presença de eletrões desemparelhados na sua estrutura molecular. Quando se aplica um campo magnético a estes materiais, os eletrões alinham-se temporariamente com o campo, criando uma atração. Embora o efeito desapareça quando se remove o campo magnético, este fenómeno tem-se revelado benéfico em solos agrícolas, uma vez que melhora a capacidade do solo para armazenar e emitir energia, o que pode influenciar a saúde das plantas.

Como se mede o paramagnetismo do solo?

Para medir o paramagnetismo do solo, utiliza-se uma ferramenta conhecida como PCSM (Phil Callahan Soil Meter), desenvolvida pelo Dr. Phil Callahan. Este medidor de solos mede a quantidade de material que se consegue mover um centímetro na direção de um íman num segundo. O valor obtido exprime-se em CGS (centímetro-grama-segundo), uma unidade também utilizada para medir o magnetismo.

O PCSM mede a capacidade paramagnética do solo, permitindo aos agricultores conhecer a qualidade paramagnética da sua terra e tomar decisões informadas sobre a necessidade de corretivos como a farinha de basalto. Demonstrou-se que a utilização de basalto em solos com baixa capacidade paramagnética melhora a fertilidade e promove um crescimento mais vigoroso das plantas.

Como se obtém o valor CGS?

O valor CGS obtém-se medindo a resposta de uma amostra de solo ou de material triturado (como a farinha de basalto) a um campo magnético. De seguida, explicamos os intervalos típicos de valores CGS para avaliar a qualidade do solo:

  • 0-100 CGS: Indica um solo pobre em paramagnetismo.
  • 100-300 CGS: Representa um solo com capacidade paramagnética aceitável, mas que pode ser melhorada.
  • 300+ CGS: Considera-se um solo excelente, com elevada capacidade paramagnética.

Um bom corretivo paramagnético, como a farinha de basalto, deve apresentar um valor de, pelo menos, 1500 CGS. Isto garante que a rocha vulcânica trará os benefícios esperados para a estrutura e a saúde do solo.

Benefícios da farinha de basalto na agricultura

A farinha de basalto é amplamente reconhecida na agricultura pela sua capacidade de melhorar tanto a qualidade mineral do solo como a sua capacidade paramagnética. Este material proporciona uma libertação lenta de nutrientes essenciais como o ferro, o cálcio, o magnésio e o silício, e, além disso, o seu elevado valor paramagnético estimula a microbiologia do solo, favorecendo um ambiente propício ao crescimento das raízes.

  • Melhoria do crescimento das plantas: Os solos com maior paramagnetismo tendem a apresentar melhor retenção de água e maior atividade microbiana, o que se traduz em plantas mais saudáveis e fortes.
  • Estímulo da microbiologia do solo: Tem-se demonstrado que a atividade microbiana aumenta até 300% em solos tratados com materiais paramagnéticos, o que reforça as defesas naturais das plantas e favorece o desenvolvimento das suas raízes.
  • Aplicação duradoura: Por se tratar de um pó mineral, a farinha de basalto tem um efeito prolongado no solo e pode ser aplicada regularmente para manter os níveis de paramagnetismo e melhorar a fertilidade da terra.

Conclusão

A utilização da farinha de basalto como corretivo agrícola não só fornece minerais essenciais, como também melhora a capacidade paramagnética do solo, o que se traduz em maiores benefícios para o crescimento das plantas. A medição do paramagnetismo com o PCSM e a obtenção do valor CGS são ferramentas fundamentais para avaliar a qualidade do solo e garantir que este recebe os nutrientes e a energia necessários.

Na Mineravi, apostamos em soluções inovadoras que respeitem a natureza do solo e promovam a sua melhoria. A farinha de basalto é um dos melhores exemplos de como os produtos naturais podem potenciar a agricultura moderna, assegurando a sua sustentabilidade e produtividade a longo prazo.

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